História do Município


São Francisco de Assis (RS) teve origem em terras habitadas por diversos povos indígenas (como tapes, guaranis e outros). Em 1627, o padre jesuíta Roque Gonzales fundou ali a redução de Candelária do Ibicuí, abandonada em 1638. Mais tarde, em 1801, registra-se no mesmo local a Guarda/Forte de São Francisco de Assis, marco do início da ocupação luso-brasileira, ligada principalmente à criação de gado.

Administrativamente, o distrito foi criado em 17/02/1857; o município, em 04/01/1884, instalado em 07/01/1885. Em dezembro de 1938 foi elevado à categoria de cidade, instalada em 01/01/1939. A comarca só foi criada em 25/05/1946. A primeira capela é atribuída por tradição a 1810 (ou 1819, segundo outra versão), com São Francisco de Assis como padroeiro.

O texto também contextualiza a Revolução de 1923 no Rio Grande do Sul: um conflito de cerca de onze meses entre borgistas/chimangos (lenço branco, ligados a Borges de Medeiros e ao PRR) e assisistas/maragatos (lenço vermelho, ligados a Assis Brasil), em meio a acusações de fraude eleitoral e violência política. Após combates e desgaste, o conflito terminou com o Pacto de Pedras Altas (dezembro de 1923), que manteve Borges até 1928, mas trouxe reformas como o fim da reeleição e mudanças na estrutura política estadual, abrindo caminho para a ascensão de Getúlio Vargas.

Por fim, detalha a participação de São Francisco de Assis em 02/10/1923: a vila foi sitiada por forças revolucionárias; houve combate intenso nas ruas e na área da Intendência, com mortes de lideranças locais (inclusive o intendente Carlos de Oliveira Gomes) e de um chefe rebelde (Trajano). Apesar do clima de vingança, a rendição dos governistas foi garantida “sob palavra de vida”, e o texto destaca a intervenção do Cel. Pimba para impedir a execução dos rendidos.